Microbiota e saúde materno-infantil

Causas e efeitos de microbiotas da mãe no nascimento e sobrevida de recém-nascidos pré-termos: estratégias de promoção de saúde materno-infantil

A prematuridade representa um grande risco de vida para o recém-nascido (RN) sendo que a probabilidade de morte é maior quanto menor a idade gestacional no momento do parto. Assim, um dos grandes desafios na Neonatologia é a procura de estratégias que possam reduzir a mortalidade de RNs pré-termos (RNPT) e que sejam intervenções minimamente invasivas e mais próximas dos processos naturais. O leite materno é uma inquestionável fonte de riqueza nutricional, de proteção imunológica e desenvolvimento neuropsicomotor para o RN. Tais qualidades são dependentes em parte da presença de microrganismos comensais e seus metabólitos, como ácidos graxos livres de cadeia curta. Então é altamente desejável que o RNPT receba o leite da mãe até que possa estar apto para receber nutrição enteral. No entanto, frequentemente as mães que enfrentam partos com menos de 32 semanas de gestação produzem mínimas quantidades de leite e não atingem as quantidades indicadas para seus filhos. Além disso, o leite de doadora (LD) deve passar pelo processo de pasteurização, durante o qual perdem-se tanto a microbiota comensal quanto muitos dos metabólitos derivados dela, além de anticorpos importantes para o bebê. Recentemente foi mostrado em laboratório que a microbiota do LD pode ser reconstituída em grande parte com a inoculação de leite da mãe em volume de 10% seguido por incubação de 4 horas, mas não se sabe se essa estratégia poderia representar alguma vantagem na prática para RNPTs.

Objetivo: O projeto propõe a realização de um ensaio clínico com recém-nascidos prematuros, menores de 32 semanas, que receberão leite de doadora personalizado com o leite das suas próprias mães, e verificar se esses bebês se beneficiam dessa suplementação. O objetivo central é estabelecer se essa estratégia é capaz de acelerar o tempo em que o RNPT inicia a dieta enteral plena, além de reduzir mortalidade e incidência de sepse neonatal tardia e enterocolite necrotizante.

Coordenadores:

Prof. Dr. Carlos R. Zárate-Bladés

Prof Dr. Maria Marlene de Souza Pires

Equipe:

Dra. Thaíse Soncini (Maternidade Carmela Dutra)

Dra. Clarissa Feltrin (PPG Farmácia/UFSC)

Msc. Lucas F. Soveral (Doutorando PPGBTC)

Msc. Izadora B Frizzo (Doutoranda PGFAR)

Bsc. Isis Mello

Colaboradores:

Dr. Israel Silva Maia (Hospital Nereu Ramos)

Profa. Dra. Thais Sincero (Análises Clínicas / CCS)

Profa. Dra. Jussara Kasuko Palmeiro (Análises Clínicas / CCS)

Prof. Dr. Oscar Bruna Romero (MIP/CCB/UFSC)

Prof. Dr. Aguinaldo Roberto Pinto (MIP/CCB/UFSC)

Prof. Dr. Alessandro Conrado de Oliveira Silveira (FURB)

Prof. Dr. Carlos A. Sorgi (Depto. de Química da USP)

Instituição executora:

Universidade Federal de Santa Catarina

Instituição parceira:

Hospital e Maternidade Carmela Dutra

Financiamento:

Programa de Pesquisa para o SUS  (PPSUS)

Ministério da Saúde

FAPESC